terça-feira, 9 de outubro de 2007
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Uma Pequena Estrela...
Navegando pelo delirante mundo da internet deparei-me com uma página da MYSTAR - Global Star Registry, uma empresa de Estocolmo que promete um Kit Estelar de Mystar – global star registry pela ínfima quantia de 75 euros.
Você escolhe sua estrela na constelação desejada e a batiza, podendo presentear um alguém. O Kit recebido apresenta um certificado confirmando o nome e coordenadas astronômicas de sua estrela, um mapa celeste evidenciando sua posição e um pingente em forma de colar ou chaveiro, contendo a constelação da estrela e suas coordenadas.
Para os curiosos, o site é o http://www.globalstarregistry.com
Logo a seguir me veio outra realidade: essa é para quem procura algo além do brilho inútlil das estrelas, parafraseando Mario de Andrade em Macunaíma, ao brincar com Sol deixando Ci de lado (curiosamente, a estrela de Macunaíma ficava na constelação de Ursa Maior. Segundo informações do site, na mitologia grega Zeus era conhecida por suas aventuras românticas e, sua esposa, Hera, que se ocupava de aleijar essas mulheres, tratou de transformar uma delas em uma ursa enorme e pesada, que é a constelação).
O fato é que existem diversos sites atualmente voltados para campanhas de ajuda ecológica e social. Com apenas um clique, sem gastar nada, ou por uma quantia mínima, você auxilia empresas patrocinadoras no plantio de árvores, assistência aos que passam fome, educação, dentre outros.
Segue aqui uma lista de páginas para quem quiser de aventurar
Doe comida grátis: por los chicos
http://www.porloschicos.com/PorLosChicos.NET/
Campanha da mamografia digital gratuita
http://www.cancerdemama.com.br/
plante uma árvore
http://www.clickarvore.com.br/
Convivência com o semi-árido
http://www.cliquesemiarido.org.br/inicial.asp
Educação: projeto fazenda escola fundamar
http://www.fundamar.com/port_br/
Bigcats: vida selvagem
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
...Here, There and Everywhere...
... Demorei para retornar... E foram tantas coisas que não sabia por onde começar. A tragédia da TAM, morte do ACM, entrega do mestrado, casamento, ...ufa! Comecei por mim, e foi um bom começo. Agora, volto para cá.
Dentre tantos capítulos, começarei por esse que dia a dia eu presencio mais o seu valor: a Amizade.
Uma das melhores coisas da vida é você descobrir que não é só você. Você é você dentro de pessoas formidáveis, que por sua vez são um pouco de você também.
Três grandes amigas viajaram este ano, por um tempo, para longe. Ontem foi a despedida da última delas. Foi um “tchau” agradável, um encontro com pessoas amigas, verdadeiras, lindas; recheado de histórias, pizza, risadas... E foi quando compreendi que esse momento, esse sentimento agora é eterno em mim e nos amigos que o vivenciaram. Afinal, não é o tempo ou o espaço que medem as coisas; mas a alma. Estou na Austrália, estou indo para a África, e estou aqui, dividida por bairros, cidades. E essa coisa verdadeira da amizade é feita de liberdade, de sintonia, de crescimento.
Deixo um “utah” a todos que estão aqui comigo e que me carregam para algum lugar.
(Thá, Rê, Mari: amo vocês queridas)............................
sábado, 7 de julho de 2007
quinta-feira, 21 de junho de 2007
um livro.. uma árvore...
Já o livro, no momento é um assunto que não quero me estender muito. Minha dissertação de mestrado, meu pequeno grande livro, está a um pé do forno. Um assunto delicado para depositá-lo hoje nesse blog. Mas fica aqui a promessa de assunto para outra (s) postagem (ns).
Vim aqui mesmo falar sobre a árvore. Tive certas experiências com brotos de feijão. Outra vez comprei um saquinho de sementes de amor-perfeito. No invólucro, uma fotografia de florzinhas pequenas, coloridas, vivas, alegres! Plantei conforme as indicações. Do meu amor-perfeito, só vingou uma ou outra florzinha pálida, amorfa. Confesso que mexeu com meu psicológico. Outra vez foi um Girassol que roubei do sitio vizinho ao dos meus pais para replantá-lo. Pois bem, o coitadinho morreu desidratado.
No entanto, plantei a minha árvore. Plantar uma flor é completamente diferente de se plantar uma árvore. Vai ver é como ter um filho. Uma daquelas experiências únicas da vida, que você só realmente sabe, se a vive. Deixo aqui a minha prova. Essa debaixo é a foto da minha árvore. Foi presente de uma senhora residente da Vila Nova Conceição, um bairro rico aqui de São Paulo que se encontra perto do Parque do Ibirapuera. Estava em um daqueles momentos únicos da vida, naqueles dias que você tira o dia para vadiar. Perambulava pelo bairro com uma amiga querida, percorrendo entre as casas, uma fileira de formigas, a copa das árvores. Paramos enfrente um magnífico chapéu de sol, árvore muito comum aqui no litoral do sudeste do país, a Terminalia catappa L. (também conhecida pelos nomes amendoeira-da-índia, castanhola, guarda-sol, amendoeira-da-praia); e comentávamos de sua graça quando a senhora que habitava a casa enfrente à porção de calçada que estávamos, surgiu, oferecendo-nos um broto daquela árvore, que acabara de replantar. Voltamos alegres com os brotos. Lembro que tivemos alguns percalços. Terra rolando pelo carro. Um broto desprotegido. Salvamos. Enfim, Naima plantou o seu no meio de um caminho formado em uma colina de seu sítio e eu, na beira do rio Paraíba, que dá frente para o sítio de meus pais. Essa foto postada não é a melhor delas, mas queria mostrar os banquinhos, feitos com o tronco de uma árvore que foi alvo de um trovão na região. Pois é. Plantei. Alimentei. Hoje é uma bela adolescente. Espero agora um dia aproveitar de sua sombra. Descobri também que possui algumas propriedades medicinais. O suco das folhas é usado no tratamento de cólicas. A raiz e casca possuem propriedades adstringentes, sendo usadas contra a disenteria e febres gástricas. Para quem precisar, e quiser se aventurar, fica aí a oferta
quinta-feira, 14 de junho de 2007
A Vida É Vida Por Um Fio...
Bom.. Pertinho de casa, vamos ver o que aconteceu. Um homem não identificado, de aproximadamente quarenta anos foi abordado na Alameda Jurupis- uma das ruas com nome de pássaro, que fica atrás do shopping Ibirapuera-, ao sair de uma agência do banco Itaú. O Homem carregava uma pasta e segundo testemunhas se recusou a entregá-la. O assaltante, sem vacilar sacou a arma e cravou quatro balas em sua face. Ui! Onde vamos parar. Voltei para a caneca de café, que já estava meio frio. A vida continuava por aqui. Levantei-me, esquentei o café e fui conferir os quadrinhos para em seguida começar o dia.
Ao final da tarde veio a revelação. Ouço minha mãe- médica, especialista hoje em dia em gestão hospitalar- conversando ao telefone com outro médico, que ligara incansavelmente pela tarde: Mas que absurdo. Ele saia do banco com uns mil reais. Onde vamos parar? E a missa, onde será?
O tal homem do jornal, até então indigente era o meu oftalmologista. Um japonês baixinho, bonzinho que só ele. Dava bronca sorrindo, dizendo, “né?”. Como um homem desses reage a um assaltante que lhe confere quatro... QUATRO tiros na face? Deu-me aquela sensação de que mais uma coisinha morria dentro de mim. Uma dessas coisinhas que temos por dentro que evitam que nos tornemos uma pessoa seca, ter pânico, não acreditar mais num futuro melhor.
Essas situações acontecem cada vez mais. Com os vizinhos, amigos, conhecidos. Levante a mão quem não tem uma história dessas para contar. Eu mesma poderia citar uns quatro casos espantosos. E o que acontece agora? Esperamos pela próximo, rezando para que não sejamos nós ou alguém muito querido, e fim de papo?
Procurarei um outro oftalmologista.



